Elaborado
por: Rodrigo Côrtes
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Leonardo
de Pisa ficou conhecido como Fibonacci,
devido ao fato do nome Fibonacci ser o diminutivo
de "fillius Bonacci", que queria dizer filho
de Bonacci.
Fibonacci
nasceu em Pisa (Itália) no ano de 1175.
Desde muito jovem Fibonacci visitou o Oriente
e o Norte da África, onde o sistema de numeração
hindu era já largamente utilizado. Ao longo
das suas viagens assimilou numerosas informações
aritméticas e algébricas que compilou no
seu livro "Liber Abacci" que teve uma enorme
influência para a introdução na Europa do
sistema de remuneração hindu-Árabe. Foi
neste livro que Fibonacci introduziu o conceito
dos números de Fibonacci e da sucessão de
Fibonacci.
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Fibonacci
difundiu nos seus livros, os saberes matemáticos
de origem indiana e árabe e estudou as operações
elementares, como os números naturais, a decomposição
de números em fatores primos, as frações e as
equações, entre outros. Mas a concepção que Fibonacci
apresentou no seu livro "Liber abacci" conhecido
agora como os números de Fibonacci foi o que mais
popularizou entre os outros matemáticos da sua
época. Os números de Fibonacci foram popularizados
pelo matemático francês Edouard Lucas, que também
desenvolveu uma série de números conhecida como
"série de Lucas".
Leonardo
Fibonacci realizou os estudos sobre as séries
de somas numéricas no século XIII, e seu trabalho
só foi dado à publicação em 1857 por Edouard Lucas,
em Roma. Entretanto, as relações e leis próprias
dessa série já eram largamente utilizadas em tempos
anteriores à sua formulação pelo geômetra de Pisa.
A relação básica entre dois números consecutivos
da série de Fibonacci é 0,618. Este número, que
serve para determinar o "segmento áureo" ou Razão
de Ouro, está presente na maioria das obras artísticas
clássicas, tais como nas esculturas de Phidias
e no equilíbrio estético dos trabalhos de Da Vinci.
Encontraremos
igualmente a presença dos números e relações dessa
série nas estruturas das pirâmides egípcias, na
conformação do corpo humano, na música, nas flores,
nas conchas marinhas espiraladas e nas artes em
geral. Dos fenômenos e manifestações humanas,
incluindo a construção de pirâmides e a representação
de polígonos, boa parte respeita as relações derivadas
da série de Fibonacci. Um exemplo é a margarida,
que tem 34, 55 ou 89 pétalas. A famosa pintura
Mona Lisa de Leonardo Da Vinci também contém várias
relações que seguem os números de Fibonacci. Os
dentes dos humanos seguem a Razão de Ouro (0,618).
A
série de Fibonacci é construída de tal forma que
cada número é igual à soma dos dois que lhe antecedem.
Assim tem-se: 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55,
89, 144, 233, 377,...
A
série foi originada de um problema matemático
elaborado por Fibonacci e descrito da seguinte
forma: "colocando-se um casal de coelhos em um
compartimento fechado, sem possibilidade de saída,
quantos pares existirão ao fim de 12 meses, sabendo-se
que cada par gera um outro par por mês.
A
razão entre dois números consecutivos tende a
se estabilizar em 0,618, denominada de "razão
de ouro". Os egípcios utilizaram a razão de ouro
para construir a grande pirâmide de Gizeh, e os
gregos para construir o Parthenon. Le Corbusier,
famoso arquiteto do século passado, projetou o
prédio das Nações Unidas, em Nova York, utilizando
também, a razão de ouro.
As
razões dos números de Fibonacci também são utilizadas
para determinar o tamanho da correção dos preços
dos ativos negociados em bolsas. Os números normalmente
utilizados para correção (retração ou expansão)
são 61,8%, 50% e 38,2%, os quais são números de
Fibonacci. Este estudo também pode ser aplicado
na dimensão tempo.

Figura
1: Exemplo do uso do Fibonacci no cálculo de retrações
no gráfico diário da Telemar PN (TNLP4).
Os
números de Lucas Existem outras séries similares
a série de Fibonacci, como por exemplo, a série
de Lucas. Edouard Lucas (1842-1891) foi quem deu
o nome "Números de Fibonacci" para série escrita
por Leonardo de Pisa. Lucas estudou a seguinte
série de números: 2, 1, 3, 4, 7, 11, 18, 29, 47,
76, 123, 199, 322, 521, 843,... (Número de Lucas)
Bibliografia:
- Murphy, John. Technical Analysis of the Financial
Markets.
- Botelho, Fausto de Arruda. Análise Técnica &
Estratégia Operacional.
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