Elaborado
por: Rodrigo Côrtes
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O
IFR (Índice de Força Relativa)
é o mais conhecido dos osciladores,
e foi desenvolvido por J. Welles
Wilder e tornado público em seu
livro "New Concepts in Technical
Trading Systems" (1978).
O
IFR mede a aceleração de um movimento
e dá suas indicações à medida
que o movimento diminui a velocidade,
dentro da idéia de que é preciso
desacelerar para poder mudar de
direção. Para medir esta aceleração
Wilder desenvolveu o conceito
de Força Relativa que é monitorar
as mudanças nos preços de fechamento.
Seu acompanhamento muitas vezes
possibilita observar o enfraquecimento
de uma tendência, rompimentos,
suporte e resistência antes de
se tornarem aparentes no gráfico.
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Originalmente
Wilder considerou 14 períodos, pois
este período corresponde à metade do
ciclo lunar e também é um ciclo importante
na natureza, mas posteriormente muitos
serviços passaram a utilizar também
9 períodos (nº de Gann - Square of Nine
= 3 ao quadado). Lembrando que quanto
menor o número de períodos, mas nervoso
fica o indicador.
O
IFR dos preços de uma ação evidencia
situações de reversão ou de consolidação
de tendências, principalmente, daquelas
secundárias e terciárias. O indicador
dá origem a um gráfico em linha, o qual
deve ser plotado paralelamente ao gráfico
de barras dos preços (ou a um gráfico
candlestick ou gráfico de linha), obedecendo
à mesma escala horizontal (tempo), e
com a escala vertical calibrada aritmeticamente.
O domínio do IFR é compreendido no intervalo
[0;100].
Alguns
analistas determinam a faixa acima de
70 ou 80 como intervalo onde a ação
entra em uma área de risco; diz-se que
os preços estão superavaliados ("overbought")
no gráfico de preços e pode sinalizar
reversão da tendência em curso e a zona
de compra (intervalo [0;30] onde os
preços estão subavaliados ("oversold"),
devendo, por conseguinte, ocorrer sinalização
de reversão para alta dos preços).
Vale
lembrar que o IFR compreendido na faixa
de [70;100], não necessariamente é uma
indicação de venda, pois o preço da
ação pode continuar subindo apesar de
estar em uma faixa "overbought". Nestas
áreas o trader deve se preparar para
a venda, após a ocorrência de um sinal
nos gráficos de barra ou candlestick.
A
entrada dos preços na área acima de
70 indica não comprar e sinaliza para
se ter uma atenção redobrada no gráfico
de barras pois a qualquer momento este
gráfico pode dar indicação de venda.
Só aí é tomada esta decisão.
Os
sinais mais importante que o IFR gera
são as divergências de alta e de baixa.
Na Figura 1 apresentamos um exemplo
de divergência de baixa.
De
modo geral, as técnicas de interpretação
dos gráficos (ondas, suportes, resistências
e etc), tanto aquelas da teoria de Dow
e de Elliot, quanto às dos gráficos
japoneses, podem ser aplicadas na leitura
e interpretação das oscilações do gráfico
do IFR.
O
IFR, também, pode ser calculado através
de uma planilha eletrônica e fornecer
junto com outros indicadores se o ativo
se encontra na faixa "overbought" ou
"oversold", não estando, desta forma
relacionado diretamente com a necessidade
de elaboração e análise de um gráfico.
O
início do processo de cálculo do IFR
pressupõe, para a sua versão de 9 dias
(IFR 9 dias):
a) o levantamento de 10 cotações seqüenciais
de uma ação que se pretenda analisar.
As cotações serão, preferencialmente,
de fechamento, por serem as mais adequadas
para indicações de tendências;
b) em seguida determinam-se as diferenças:
Pt - Pt-1 para todos os preços da série,
fazendo o somatório das diferenças quando
o mercado fechou em alta com relação
ao fechamento do dia anterior ( A) e
outro somatório das diferenças quando
o mercado fechou em baixa com relação
ao fechamento do dia anterior ( B);
c) divide-se os somatórios encontrados
na alíena b) por 9 (número de períodos
analisados);
d) com esses resultados, dividem-se
as de alta pela de baixa, e soma-se
a esse quociente uma unidade (1);
e) divide-se 100 pelo resultado encontrado
na alínea d);
f) subtrai-se o resultado encontrado
na alínea e) por 100. Este será o IFR
de 9 dias.

Figura
1: Análise do IFR de 9 dias -
Ibovespa
Bibliografia:
- Tavares, Miguel Dirceu Fonseca. Análise
Técnica: Gráfico de Barras - Avaliação
de Investimento em Ações. IBMEC.
- Botelho, Fausto de Arruda. Análise
Técnica & Estratégia Operacional.
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