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Análise Técnica


8. Números de Fibonacci

 

Fibonacci nasceu em Pisa (Itália) no ano de 1175. Desde muito jovem Fibonacci visitou o Oriente e o Norte da África, onde o sistema de numeração hindu era já largamente utilizado. Ao longo das suas viagens assimilou numerosas informações aritméticas e algébricas que compilou no seu livro "Liber Abacci" que teve uma enorme influência para a introdução na Europa do sistema de remuneração hindu-Árabe. Foi neste livro que Fibonacci introduziu o conceito dos números de Fibonacci e da sucessão de Fibonacci.

Leonardo Fibonacci realizou os estudos sobre as séries de somas numéricas no século XIII, e seu trabalho só foi dado à publicação em 1857 por Edouard Lucas, em Roma. Entretanto, as relações e leis próprias dessa série já eram largamente utilizadas em tempos anteriores à sua formulação pelo geômetra de Pisa. A relação básica entre dois números consecutivos da série de Fibonacci é 0,618. Este número, que serve para determinar o "segmento áureo" ou Razão de Ouro, está presente na maioria das obras artísticas clássicas, tais como nas esculturas de Phidias e no equilíbrio estético dos trabalhos de Da Vinci.

Encontraremos igualmente a presença dos números e relações dessa série nas estruturas das pirâmides egípcias, na conformação do corpo humano, na música, nas flores, nas conchas marinhas espiraladas e nas artes em geral. Dos fenômenos e manifestações humanas, incluindo a construção de pirâmides e a representação de polígonos, boa parte respeita as relações derivadas da série de Fibonacci. Um exemplo é a margarida, que tem 34, 55 ou 89 pétalas. A famosa pintura Mona Lisa de Leonardo Da Vinci também contém várias relações que seguem os números de Fibonacci. Os dentes dos humanos seguem a Razão de Ouro (0,618).

A série de Fibonacci é construída de tal forma que cada número é igual à soma dos dois que lhe antecedem. Assim tem-se: 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377,...

A série foi originada de um problema matemático elaborado por Fibonacci e descrito da seguinte forma: "colocando-se um casal de coelhos em um compartimento fechado, sem possibilidade de saída, quantos pares existirão ao fim de 12 meses, sabendo-se que cada par gera um outro par por mês.

 



A razão entre dois números consecutivos tende a se estabilizar em 0,618, denominada de "razão de ouro". Os egípcios utilizaram a razão de ouro para construir a grande pirâmide de Gizeh, e os gregos para construir o Parthenon. Le Corbusier, famoso arquiteto do século passado, projetou o prédio das Nações Unidas, em Nova York, utilizando também, a razão de ouro.

As razões dos números de Fibonacci também são utilizadas para determinar o tamanho da correção dos preços dos ativos negociados em bolsas. Os números normalmente utilizados para correção (retração ou expansão) são 61,8%, 50% e 38,2%, os quais são números de Fibonacci. Este estudo também pode ser aplicado na dimensão tempo.

 



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