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Elaborado por: Rodrigo Côrtes

1. PORQUE INVESTIR NO MERCADO DE CAPITAIS?

 

A medida que cresce o nível de poupança (parcela não consumida da renda), maior é a disponibilidade para investir. A poupança individual e das empresas (lucros) constituem a fonte principal do financiamento dos investimentos em um país. Tais investimentos são o motor do crescimento econômico e este, por sua vez, gera aumento de renda, como conseqüente aumento da poupança e do investimento.

Esse é o esquema da circulação de capital, presente no processo de desenvolvimento econômico. As empresas, à medida que se expandem, carecem de mais e mais recursos, que podem ser obtidos por meio de empréstimos de terceiros, reinvestimentos de lucros, participação de acionistas. As duas primeiras fontes de recursos são limitadas. Geralmente, as empresas utilizam-nas para manter sua atividade operacional.

 

Mas é pela participação de novos sócios, os acionistas, que uma empresa ganha condição de obter novos recursos não exigíveis, como contrapartida à participação no seu capital.

Com os recursos necessários, as empresas têm condições de investir em novos equipamentos ou no desenvolvimento de pesquisas, melhorando seu processo produtivo.

O investidor em ações contribui para a produção de bens, dos quais ele também é consumidor. Como acionista, ele é sócio da empresa e se beneficia da distribuição de dividendos sempre que a empresa obtiver lucros.

 

2. BOLSA DE VALORES

As bolsas de valores não são instituições financeiras, mas associações civis sem fins lucrativos, constituídas pelas corretoras de valores para fornecer a infra-estrutura do mercado de ações. Além disso, é o local especialmente criado e mantido para negociação de valores mobiliários em mercado livre e aberto, organizado pelas corretoras e autoridades.

Além de seu papel básico de oferecer um mercado para a cotação dos títulos nelas registrados, orientar e fiscalizar os serviços prestados por seus membros, facilitar a divulgação constante de informações sobre as empresas e sobre os negócios que se realizam sob seu controle, as Bolsas de Valores propiciam liquidez às aplicações de curto e longo prazos, por intermédio de um mercado contínuo, representado por seus pregões diários.

As bolsas, preocupam-se em ser transparentes. Todos os negócios realizados são públicos. Qualquer um pode, através da internet, saber qual foi o último negócio realizado com uma determinada ação. Os preços e as quantidades negociadas são divulgados instantaneamente para todo o mundo.

Em bolsa, a melhor oferta de venda sempre encontra a melhor oferta de compra, naquele instante.

 

2.1 Mercado Primário

 

Mercado em que as empresas vendem ações a investidores. Uma empresa pode conseguir dinheiro com investidores, dando-lhes, em troca, ações. Os recursos serão utilizados em projetos da empresa em que têm um longo prazo de maturação, isto é, que só começarão a gerar dinheiro daqui a alguns anos. A empresa só tem dois caminhos para levantar esses recursos: contrair dívida ou vender ações. Optar pela segunda alternativa é menos arriscado para as empresas, porque os novos investidores tornam-se sócios apenas dos lucros.

 

2.2 Mercado Secundário

 

Mercado em que os acionistas vendem suas ações para outros investidores. As Bolsas de Valores são um recinto onde os investidores em ações podem comprar ou vender seus papéis através de corretoras. As empresas não se envolvem nessa etapa. Os negócios no pregão da Bolsa são feitos entre antigos e novos acionistas das empresas. O mercado de Bolsa é chamado de mercado secundário.

Diretamente, as empresas não ganham nada com os negócios em Bolsa. No entanto ninguém compraria uma ação diretamente de uma empresa se não tivesse a oportunidade de vendê-la no momento em que desejasse. O mercado de Bolsa (mercado secundário) é condição necessária para a existência de um bom mercado primário.

Uma empresa que possui ações com boa liquidez, isto é, muito negociadas em Bolsa, terá mais facilidades em captar novos recursos no mercado primário. Os novos sócios vão se sentir mais confortáveis diante da possibilidade de vender as ações no momento em que desejarem.

 

3 SOCIEDADES CORRETORAS

As sociedades corretoras são instituições financeiras membros das Bolsas de Valores, devidamente credenciadas pelo Banco Central do Brasil, pela CVM e pelas próprias bolsas, e estão habilitadas a negociar valores mobiliários em pregão. As corretoras podem ser definidas como intermediárias especializadas na execução de ordens e operações por conta própria e determinadas por seus clientes, além da prestação de uma série de serviços a investidores e empresas.

As sociedades corretoras são fiscalizadas pelas Bolsas de Valores, representando a certeza de uma boa orientação e da melhor execução dos negócios de seus investimentos.

 

3.1 Corretora On-line - Home Broker

 

É um moderno canal de relacionamento entre os investidores e as sociedades corretoras, que torna ainda mais ágil e simples as negociações no mercado acionário, permitindo o envio de ordens de compra e venda de ações pela Internet, e possibilitando o acesso às cotações, o acompanhamento de carteiras de ações, entre vários outros recursos.

 

3.2 Corretora Tradicional

 

O processo de compra e venda pode ser executado diretamente pelo operador de sua corretora (corretor - agente autônomo) em seu terminal ou passada ao operador de pregão.

 

4 COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS (CVM)

É a autarquia especial, vinculada ao Ministério da Fazenda, com a responsabilidade de disciplinar, fiscalizar e promover o mercado de valores mobiliários.

Criada pela Lei 6.385, a CVM exerce a atividade de fiscalização e normatização do mercado de valores mobiliários, de modo a assegurar o exercício de práticas eqüitativas e coibir qualquer tipo de irregularidade. Ao mesmo tempo, desenvolve estudos e pesquisas, dos quais obtém elementos necessários à definição de políticas e iniciativas capazes de promover o desenvolvimento do mercado.

 

+ Informações:

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Bibliografia:
[1] Mercado de Capitais - Introdução. Bovespa.
[2] Investimentos _ Como administrar melhor seu dinheiro. Editora Fundamento. Mauro Halfeld.
[3] Mercado Financeiro _ Produtos e Serviços. Editora Qualitymark. Eduardo Fortuna.
[4] Apostila de Análise Técnica. CMA.
[5] Sites: www.infomoney.com.br e www.itautrade.com.br.

 


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